Tuesday, November 17, 2009

Silêncio

Não foi bonito. Não me entendo, não me desculpo. Aconteceu. Todos os dias aconteceu que não te telefonei. Fui e vim sem te apertar os ombros. De olhos fechados.

Temos alguma capacidade de rir da desgraça. Desta vez não teve graça.

Thursday, October 29, 2009

Vinte cinco quilos de porão

Adio até ao delírio empacotar. Exploro os limites do caos de forma ordeira e determinada sempre que viajo. Agora agigantam-se cinco anos para encaixotar e a certeza de não poder voltar atrás.

Ontem comecei a separar revistas. Umas para dar, outras para guardar e outras para reciclar. Há tempo.

Saturday, September 5, 2009

Excepto hoje

Não escrevo para ti. Há mesmo muito tempo que não escrevo para ti. Para que saibas.

Friday, September 4, 2009

Zup

Passou um ano e meio. Há muito que o coração voltou ao sítio. Para ti, confesso, não encontrei poiso. Às vezes tens a persistência devota das almas penadas. Apareces por nada. Não incomodas, não fascinas. É. Pouco me lembro da dor. Às vezes quase te agradeço a beneplácita soberba de me teres feito viver um grande amor. Eu, que não me sabia capaz de tal engenho.